segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Blasfêmia

Blasfemar, trepar ou torcer por futebol só tem valia se for por transgressão. Quem blasfêma por ódio corre o risco de ser tão extremista quanto o fanático. Quem torce pelo seu time quieto, certamente não pode-se considerar um torcedor. Assim com quem trepa em, no máximo, três posições e goza baixinho jamais será uma pessoa plenamente realizada.

Rita de Cássia era o que poderia se chamar de uma coroa enxuta. De idade desconhecida, mas de corpo esbelto e todo durinho, casara ainda cedo e se empenhara na criação de seus filhos. Hoje, todos encaminhados, como ela gostava de dizer, resolveu “curtir a vida”. Arrumou malas, fez viagens, experimentou maconha, dançou em boates e se dedicou, com o espírito muitos quilos mais leve, à sua clínica de dermatologia.

Mas suas transgressões deveriam ir mais além.

Médica experiente matou de cara quando entrei em seu consultório: “Isso é catapora!”. Porra, eu exclamei, pensei que fosse macumba, ela riu um sorriso lindo. “cuidado para não ir para o saco”, embarcou na brincadeira. “Tudo, menos o saco”, respondi com um sorriso em meu rosto monstruoso. “Catapora depois de velho é perigosa, hein”, disse. Daí até eu ficar sarado e nós nos encontrarmos e irmos para cama, foi uma sucessão de acontecimentos que nem eu saberia dizer.

Só sei dizer que no início Rita de Cássia só tirava a roupa no escuro, e tempos depois se transformaria na mais nova ninfomaníaca do meu caderninho. - Não entendam “caderninho” como uma forma cafajeste de me referir às mulheres. É que para um homem que já passou fome na vida como eu não, se pode dar ao luxo de dispensar ninguém – sabe lá se amanhã a dispensa esta vazia.

Bom, explicações dadas, Rita de Cássia entrou na minha vida com toda a fúria que só anos de repressão em um casamento falido pode explicar. Mesmo ela ainda mantendo o relacionamento com o marido, nós mantínhamos uma regularidade semanal na cama. Só havia um único mês em que ela recolhia sua fúria sexual e se dedicava a outros afazeres, digamos assim, mais puros. Assim era o mês de outubro, mês das festas de Nossa Senhora de Nazaré, a padroeira dos paraenses. Católica convicta Rita de Cássia canalizava suas energias nessa época em organizar os promesseiros da padroeira. No entanto, o mês de novembro entrava exigindo cautela, porque não era fácil domar aquela mulher na cama, nem dentro do carro, a sua mais recente descoberta de aventura sexual.

Posso dizer também que me tornei devoto de Rita de Cássia, a doutora. Desde os sacramentos iniciais, a missa com ela era longa. Acostumada com o velho testamento de seu marido, que não permitia certas audácias na cama, o novo testamento era todo escrito por ela, e em cada parábola, em cada versículo, a mulher se tornava menos santa, mais carnal e, talvez por isso, me fazia chegar cada vez mais próximo do céu a cada ritual realizado.

Foi por Rita de Cássia que deixei de levar mulheres ao meu apartamento. Não porque tivesse me tornado um beato, apesar dos encontros religiosos, mas por que a mulher gritava como uma cabrita. Das vezes que estivemos lá, ela narrava gritando cada posição, cada sensação, cada orgasmos, feito um Galvão Bueno em um bacanal. Cheguei mesmo a ter vergonha do porteiro. “Tô aprendendo muito como senhor”, gracejou Seu Antônio, certo dia, quando eu descia para o trabalho.

Depois de mais de um ano de nossa profissão de fé, eu e Rita de Cássia resolvemos fazer um programa completamente diferente do que ela jamais imaginava. Fomos a um estádio de futebol.

Jogavam Clube do Remo e Ceará, um jogo pela segundona do brasileirão, o Remo precisava ganhar, mas era o Ceará que tomava conta do gramado. Desde que chegamos, ela parecia encantando com aquele bando de homens de shorts e tão focado no jogo, que poucos perceberam a bermuda branca de Rita de Cássia que chegava mesmo a aumentar sua bunda e deixava à mostra pernas roliças e bem torneadas. Com uma camisa azul, colocada exatamente para homenagear o Leão de Antônio Baena, Rita de Cássia desfilava sua graça e provava das delícias de um estádio de futebol, assando o seu próprio churrasquinho de gato e mandando ver na farofa com a colher comunitária.

Mas de futebol mesmo, ela entendia pouco. Foi quando aquela santa descobriu o que somente discípulos do futebol mais abençoados entendem: a função da torcida. “A defesa dos caras estão cuns caralho!”, gritou um torcedor do nosso lado. “Porra, a bola não chega na área. Como é que os atacantes podem fazer gol, pô”, respondeu outro.

Mas o primeiro quarto de jogo passou e o Leão começou a atacar mais, fazendo uma verdadeira pressão no time Alencarino. Em apenas cinco minutos de pressão total, o goleiro já tinha evitado três gols certos, com defesas sensacionais.

Rita de Cássia vibrava. “Porra, não é para vibrar com a defesa, o lance é vibrar com o gol, porra”, eu gritei no ouvido dela. Mal calei a boca e, num contra-ataque rápido o time alvi-negro cearense abriu o placar. Rita de Cássia ainda tentou comemorar, mas dei um beliscão nela, e mantive sua bunda sentada na arquibancada.

O primeiro tempo acabou, com o Remo atrás no placar, mas jogando bem. Enquanto decorriam os quinze minutos de descanso dos jogadores, corremos para o churrasquinho e algumas cervejas.

O estádio do clube do Remo é um desses estádios modestos, com capacidade para no máximo 15 mil pessoas, o alambrado fica tão próximo dos jogadores que é possível cuspir nos adversários, quando iam bater lateral. E quando jogo era ruim, era essa a nossa diversão.

“Eu não sabia que era tão animado um jogo de futebol”, falou Rita de Cássia. ‘Geralmente fica melhor quando o time de casa está ganhando. As vezes uma derrota dá merda para todo mundo”, disse, desconversando.

“Os jogadores paraenses são meio lentos, os outros caras correm pra caramba”, continuou Rita de Cássia. “O problema são os sobrenomes”, disse eu. “O quê?”

-E acho mesmo que o problema do futebol brasileiro é esse tal de sobrenome. Jogador tem que ter apelido, porra. Tirando Ademir da Guia , que esse é Deus ( e não se brinca com Deus), o futebol antigamente tinha mais encanto porque os jogadores só tinham apelidos. O Brasil só é que é no futebol por causa dos apelidos. Zizinho, Garrincha, Pelé, Zico, Careca, isso sim são jogadores de futebol. Jamais escalaria no meu time de pelada um cara que se chamasse Carlos Queiroz, porra esse centroavante do Remo tem nome de advogado, porra, não podemos exigir que ele jogue bola. Se o nome dele fosse Carlinhos, Cacá ou até mesmo Querozene, esse jogo já tava 5 a 1. Desde que inventaram de colocar nome de gente em jogador, o futebol acabou. E depois veio essa merda de fair play, Futebol é jogo de malandro. Quem quiser ter sobrenome, que vá estudar, porra-.

O segundo tempo começou sonolento. Mas logo o Leão tomou as rédeas e passou a pressionar, era tanto “uhhhhhh” da torcida que mais parecia uma homenagem ao modo como Rita de Cássia trepava.

Mas o primeiro gol do Leão não tardou a sair, na batida de uma falta da intermediária, a bola bateu na zaga e sobrou para o Carlos Queiroz empurrar para o gol. A galera veio a baixo, era tanta comemoração, tantos abraços em quem agente nem conhecia, que parecia hora da comunhão na missa das seis. Muitos neguinhos correram para abraçar Rita de Cássia. Claro.

Foi o que bastou para que Rita de Cássia se encantasse totalmente pelo futebol. Apenas um gol separava o Leão de Antônio Baena da próxima fase da competição, e ainda faltavam 25 minutos.

Porém, o Ceará se fechou ainda mais depois do gol paraense, e o jogo ficou truncado. Faltava cinco minutos apenas para acabar o jogo, a torcida em polvorosa, os nervos à flor da pele suscitavam discussões entre os próprios torcedores, quando Rita de Cássia resolveu interceder à Deus.

Acreditando ter chegado o apocalipse, Rita de Cássia, abriu caminho naquele mar de torcedores e foi atrás de sua terra prometida: o alambrado, logo atrás de João Luís, o pobre goleiro cearense.

O Leão ia bater escanteio e esperava que o zagueiro do time alencarinho se recuperasse de uma suposta contusão, quando a voz de Rita de Cássia, talvez clamando aos céus por linhas tortas, se sobressaiu na multidão.

“Ê goleiro filho da puta, enquanto tu ta jogando aqui, a tua mulher ta fudendo com outro cearense, filho da puta, corno, safado”, e as palavras que saiam daquela boca santa, pareciam ser tão verdadeiras que, pela primeira vez, o goleiro olhou de canto de olho para a direção que vinha aquela voz.

Ney Dias correu para bater o escanteio, a bola veio aberta e ainda estava pipocando na área, quando Rita de Cássia levantou de novo sua voz. “aquelavacasafadatáatéotalocomapicanabucetaetuaquisegurandobola,otário,filho da puta,cearensecorno”, parecia uma mãe dando um conselho ao filho, de tão sincera que pareciam aquelas palavras.

Enquanto o goleiro tentou buscar com o canto de olho a responsável pelo que parecia a abertura do terceiro segredo de Fátima, a bola aproveitou para beijar o fundo do barbante. Festa total dos paraenses. Olhos de incredulidade do pobre goleiro alvi-negro. Rita de Cássia foi levada às alturas pela torcida.

O jogo acabou com o Leão ascendendo no campeonato, assim como Rita de Cássia no gosto da torcida.

Para quem não acredita em milagres, perdi Rita de Cássia para a torcida “Fé Azul”, que ela mesma fundou e preside até hoje.

Mas ficaram seus ensinamentos: a verdadeira salvação divina está na transgressão.

24 comentários:

Juliana Camargo disse...

meu querido, sinto te informar mas essa foi a ÚNICA crônica tua que eu li sem ler tudo mesmo. O motivo? Futebol. Porra, eu odeio futebol e tu ainda tava narrando?
Não fechastes com chave de ouro.
E outra: teu blog sem putaria não é teu blog. Nem vem querer falar de teatro aqui, peloamordedeus - tá, às vezes até rola.

Lázaro disse...

Boa barroso. Blasfêmia. Tem tudo a ver com a fêmea da torcida, que também tem essa conotação sexual transgressora, cheia de sacanagem. Qual o macho quem não tem a sua torcida, resultado das bronhas e da posição. Concordo, só quem trepa, torce e blasfema, fora de ordem, é claro, pode transgredir e ser feliz.

ADRIANO BARROSO disse...

totalmente lazirito. futebol e sexo é quase a mesma coisa, um tá sempre fudendo o outro. rsrsrsrsr.
CAMARGUINHO, sinto muito pelo dissabor... depois tu chupa

Sales Coimbra disse...

Ei, alguém esqueceu de me avisar que a censura voltou ao país? Agora o cara não pode escrever o que ele bem entende no blog dele??
Qualé, maninha??? Jogastes aonde????
Parabéns, Barroso!!!!!!
(aliás, o post até me inpirou a escrever um para o meu blog)

Waldez disse...

fala barrote, mandou bem meu cumpadi.

J.BOSCO disse...

Barrosão, doutor das letras e do humor,você entrou numa seara evangélica semeando ódio e amor com a mais preciosa língua transgrssora do universo feminino.
Sensacional,cumpadi!!!!!
abs

J.BOSCO disse...

Ademir da Guia foi um Deus do futebol,acertou na mosca,Barroso.
O único que não se permitia apelido.Comprei um time de botão do palmeiras e quem figurava nas tampinhas? Leão, Edu,e Ademir da Guia,olhos verdes,era a maior alegria bater as tampinhas em direção ao astro do Palmeiras,filho do glorioso Domingos da Guia...êta tempo bom!!
Tempo de pobreza e muita farinha no bucho, casa de assoalho com imensas brechas,embaixo, os ratos torcendo pra desgraça da bolinha cair na brecha...rs!!
abs

J.BOSCO disse...

Barroso,futebol não é a minha praia,mas gosto de bater uma pelada com algumas transgressões,bizarrices.Jogo com duas bolas,contra o relógio e a feiúra,contra o adversário, sem perder tempo pro gandula, o resultado é sempre o mesmo: nem às paredes confesso...rs!
abs

J.BOSCO disse...

..."O Brasil só é que é no futebol por causa dos apelidos. Zizinho, Garrincha, Pelé, Zico, Careca, isso sim são jogadores de futebol. Jamais escalaria no meu time de pelada um cara que se chamasse Carlos Queiroz, porra esse centroavante do Remo tem nome de advogado"...hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahaha...ducaralho,cumpadi!!!
abs

J.BOSCO disse...

Hoje é domingo, dia de decisão, e eu decidi:vou tomar um vinho e ouvir uma Maysa e um Carlos Alberto.Depois aquela transgressão divina com o fígado.
abs

J.BOSCO disse...

Catapora é a pior trangressão da natureza que o homem pode sentir na pele, meu nobre amigo Barroso.
essa merda deixa marcas profundas...rs!
abs

J.BOSCO disse...

E como estamos no clima de natal,nada melhor que assistir "O estranho mundo de Jack" de Tim Burton...rs!
pura trangressão,cumpadi!!!!!!
abs

ADRIANO BARROSO disse...

já estava sentindo sua falta nesse humilde blog, que aliás, só existe por que é visitado por pessoas como vc, que sabem o que é bater um bola (nos gramados ouno chão de tábua corrida).

ADRIANO BARROSO disse...

ainda hoje tenho meus times de botões nobre Bosco. 46 no total, era um viciado. sabe como é, sou propenso aos vícios dessa vida. rsrsrsrsrs.
e os times inicialmente eram feitos dos botões das roupas do papai. quando ele percebia que o centroavante era parte integrande da calça de tergal dele, era porrada na certa. hahahahaha.
papai tinha pouco espírito esportivo e muitos cintos.
porra e os craques estavam sempre lá nas peças de roupa do homi.
quando eu via ele comprando um corte de fazendo na 4 e 400 e uns botões na Janaína, já ficava salivando.
a torcida urrava sabendo que tinha contratações à vista. hahahahahaha

J.BOSCO disse...

Bem que você avisou:os comentários são de morrer de rir...rs!
os botões da blusa que você usava...lá se vai um Robertão.
hahahaha...espírito esportivo de pai e cinturão mesmo,cumpadi!
abs

J.BOSCO disse...

da sopa só lembro quando você falou:"aquele cara é um empata foda,puta merda...rs"
cai na gagalhada, da serenidade àquela altura do campeonato,cumpadi!!
abs

J.BOSCO disse...

Que por sinal aquilo não era sopa nem aqui nem no inferno,que Deus me perdoe, mas sopa é a do veroca, cuns caralho...rs!
..."o empata foda" ficou registrado.hahahaha
abs

J.BOSCO disse...

e ainda me aparece uma maluca pedindo dinheiro e dizendo que tinha visto dois Raul seixas tomando sopa na frente dela,que diabo de "transmutação" é essa,mestre Barroso...rs
abs

f.pontes disse...

futebol e sexo é quase a mesma coisa?
aqui no nosso estado os times de futebol no sexo são as mulheres
as putas do esporte!!!
vivem sendo fudi...!!!!
e só tomam no c...!!!!
e tem mais ainda são aquelas mulheres de malandro
vivem apanhando e não tomam vergonha na cara!!!!
rs!!!!

abs!!!!

papistar5 disse...

Ei parem de chorar, futebol é futebol!!Quem gosta, se rasga todo para entrar na fila e comprar entrada e fica sentindo cheiro de mijo dos paraenses que já comeram o seu churrasco e muita loura antes de ir para o campo e quem não gosta, ele é democrático para caramba: simplesmente não vai, não ouve o rádio, não vê a Tv e pronto. No mínimo vai sentir cheiro de xixi la no Teatro Waldemar Henrique quando abre as suas janelas por causa do calor. Aliás, unanimidade por aqui, é cheiro de xixi em toda parte que a gente passa!!

papistar5 disse...

Mas me lembro quando o meu falecido companheiro José Antonio Cruz me levava no campo.Era um tesão só!!O que eu queria mesmo era ver gol, não importava o time. O Zé, como no texto, tinha que calar minha boca quando o gol era do adversário.E claro que a mim que nunca fui santa, não passava despercebida as pernocas dos jogadores e a imaginação rolava solta:"montar num tronco de árvore e etc" ahahahahahahaha
Rapá, futebol tá no sangue: quero ver quem nun jogo da Copa, não tá lá todo vestido de "periquito", inclusive os " evangelóides".

papistar5 disse...

É mano Bosco,a maioria dos brasileiros tem ou teve o seu momento "rato na brecha". Eu era pior, la na Pariquis, quando morria de medo dos "muçuns"(não sei nem escrever essa imundice)que minhas irmãs para me castigar porque varria a casa e deixava o lixo atràs da porta, diziam que eles vinham me comer.Acho que é de lá que vem a minha mania de não dormir a noite. Só que agora, graças à Deus, a causa é outra: fico aqui escrevendo verdades loucas e divertidas nos blogs inteligentes como do meu amigo Adriano

papistar5 disse...

É, parece que não tem mesmo mais apelido de jogador e é bacana mesmo que continuasse. Bom, pelo menos o Ronaldo virou "Ronaldo traveco"(ai que empata foda aquela traveca, acabou com as siriricas de muitas mulheres, menos eu pois ele com aquela cara, prefiro o Michael Jackson de "burka")ahahahahahahahaha
Sabe quem salva a pátria ainda O "Pato".Viram, tudo vai começar. Agora, em homenagem a natureza. Vai vir, o "boto", o "Siri", "o peixe boi", o "macaco" e no master, o "tigre(claro que é o Barrosão ahahahahaha),o "guaximim" (mestre Bosco e eu serei a "lontra" massagista do time, só que já não sonhando mais com as coxas grossas dos jogadores e sim massageando os "cambitos" dos meus amigos no Bar do Barrosão ahahahahahahahaha. Beijos amigos e deixa a bola das letras rolar!!!

papistar5 disse...

Ah, me lembrei:campo famoso?Fui no Morumbi com amigos loucos de S. Paulo e desbundei de tanto vomitar(tava de rebordose) e não vi porra nenhuma do jogo que tinha ido ver e em Salvador, quando morei um pouco com os Novos Baianos, na madrugada, paravam os ensaios e iam todos jogar futebol nas arenas na beira da praia.E lá ia eu junto com Pepeu, Moraes Moreira, Galvão, Dadi e toda a turma, só que eu não via quase nada pois a visão e a mente estavam embotadas de tanto Hipofagim ahahahahahahha êta vida doida e boa!!!Hoje, como me salvei, o único consolo que me resta é ouvir quem sabe a Baby na eletrola do Barrosão o dia que ele me convidar(isso se o Bosco der uma brecha na Maysa)porque a Baby mesmo, só canta a tal de "Aleluia"e é capaz de olhar na minha cara e dizer "besta é tu besta é tu" ahahahahahahaÉgua manos!!!